Academia Brasileira de Letras elege novo membro

O escritor e jornalista Ignacio de Loyola Brandão é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras.

Ele foi eleito nesta quinta-feira (14) por unanimidade para ocupar a cadeira de número 11, que foi do jurista Hélio Jaguaribe, morto em setembro do ano passado.

Além do romancista, outros onze candidatos concorriam a sucessão de Jaguaribe.

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 1936, onde concluiu os estudos primário e ginasial.

Iniciou no mundo das letras como jornalista. Em 1957 ingressou no jornal Última Hora, e menos de uma década depois, em 1965, estreou na literatura com o seu primeiro livro, “Depois do Sol” – uma coletânea de contos sobre a noite paulistana.

Continuou transitando entre o jornalismo e a literatura, passando por revistas como “Realidade”, “Claudia”, “Setenta” e “Planeta”.

Publicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infanto-juvenis e uma peça teatral.

Loyola Brandão obteve reconhecimento da crítica em meados da década de 1970, com a publicação do romance “Zero”, censurado pelo regime militar.

O escritor se tornou uma das principais vozes da geração literária que ganhou evidência depois de 1964.

Ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti, em 2000 por “O homem que odiava a segunda-feira”, como melhor livro de contos, e em 2008 com o livro infantil “O menino que vendia livros” na categoria melhor livro de ficção do ano.

Em 2016  recebeu o prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.

Fonte: Rádio EBC