Apoio a Haddad foi feito por pequeno grupo do PSDB, diz Doria

<p>O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, João Doria, minimizou o apoio declarado por uma corrente do PSDB a Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial. Doria disse que era melhor que esse grupo deixasse o partido e fosse para o PT.</p><p>”E o grupo não coaduna nem um pouco com os princípios que estamos adotando, seja do ponto de visto programático, seja do ponto de vista econômico”, criticou o tucano. “Melhor até que ele se desligasse do PSDB e fosse para o PT, porque Esquerda Para Valer é com o PT”, emendou, em referência ao nome da corrente tucana.</p><p>Doria relativizou ainda a importância do grupo, dizendo que havia menos pessoas nele do que os presentes na coletiva de imprensa desta quinta-feira, 11.</p><p>Ontem, integrantes do EPV, grupo que reúne cerca de 5 mil militantes nas redes sociais e é uma das mais antigas da sigla, anunciou apoio a Haddad após se reunirem com ele e entregarem uma carta de intenções. “A candidatura do Haddad está no campo democrático, PT e PSDB estiveram juntos em vários momentos”, disse o sociólogo Fernando Guimarães, coordenador da corrente.</p><p><strong>Bolsonaro</strong></p><p>Doria disse ter telefonado ao candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, e que os dois tiveram uma conversa “boa e produtiva” na segunda-feira, fazendo um “alinhamento de governabilidade.”</p><p>Questionado se existe alguma visita agendada, o tucano, que declarou apoio ao deputado no domingo, disse que ainda não. “Vamos ver”, desconversou.</p><p>Os comentários foram feitos após o anúncio de adesão, à chapa de Doria, do PRTB, partido do vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. Apesar do gesto, o ex-prefeito não recebeu de volta apoio do presidenciável.</p><p>”Recomendei, não sou capitão nessa hora, neutralidade. Não vou meter minha colher em problemas partidários”, disse Bolsonaro, que realizou também nesta tarde um evento com aliados no Rio. O candidato confirmou o telefonema de Doria, mas disse que ele ocorreu ontem.</p><p>O principal entrave ao apoio do PSL ao tucano seria o deputado Major Olímpio, principal liderança do partido no Estado, que é crítico ao PSDB. Sobre ele, Doria disse “não ter magoas” e que entende sua “posição de antagonismo com o PSDB e com (o ex-governador Geraldo) Alckmin”. Um eventual entendimento com o PSL, se ocorrer, acrescentou, será comunicado pela sua direção nacional.</p><p>Além do PRTB, declarou seu apoio ao candidato o prefeito de São Jose do Rio Preto, Edinho Araujo (MDB).</p><p>Questionado sobre a posição oficial do MDB, cujo candidato ao governo, Paulo Skaf, declarou ontem apoio a Márcio França (PSB), Edinho disse que, em sua avaliação, os integrantes do partido estão liberados no Estado.</p><p>”Falei com meu entorno e decidi que Doria representa esse movimento de fortalecimento dos municípios”, disse Edinho, que é amigo do presidente Michel Temer e foi ministro-chefe da Secretaria Nacional de Portos no governo Dilma Rousseff em 2015.</p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense