Após Bolsonaro, Alckmin admite facilitar porte de armas se for eleito

<p>Conhecido como defensor do estatuto do desarmamento, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, admitiu pela primeira vez na manhã desta quinta-feira, dia 17, facilitar o porte de armas caso seja eleito, mas apenas em áreas rurais. A fala do tucano seu deu após ser questionado sobre as propostas de seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) para aumentar a segurança no campo.</p><p>”É claro que pode ter porte de armas. Na área rural até deve ser facilitado”, afirmou, ressaltando que, no campo, as pessoas estão muito distantes umas das outras e o isolamento as torna alvo. “Já existe. Não estudei detalhes, mas vamos estudar. Não quero aqui entrar nessa miudeza eleitoral”, disse, referindo-se a Bolsonaro. Alckmin ainda citou que enquanto o parlamentar propõe dar fuzis aos fazendeiros ele prefere dar tratores.</p><p>O estudo citado pelo presidenciável está sendo feito pelos integrantes de sua equipe que elaboram propostas para a área da segurança. O coordenador é Leandro Piquet Carneiro, que ainda não apresentou uma conclusão a respeito. A ideia inicial, no entanto, seria apenas regularizar quem tem porte ilegal de armas em zona rural, sem ampliar esse direito para as cidades.</p><p>Como proposta para aumentar a segurança no campo e combater as quadrilhas especializadas, o tucano citou ainda a importância de se aprimorar as investigações policiais. Essa pauta é hoje a principal demanda do setor do agronegócio no País, conforme informou o Estado no dia 6 de maio.</p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense