Arábia e Emirados decidem manter nível da produção de petróleo

<p>Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos consideraram, neste domingo (19), que não há razão para aumentar a produção de petróleo, apesar da queda da atividade no Irã e na Venezuela.</p><p>O ministro saudita da Energia saudita, Khaled Al-Faleh, mostrou-se inclusive preocupado com uma alta das reservas mundiais de petróleo.</p><p>”Vemos que as reservas estão aumentando”, declarou Al-Faleh na abertura de uma reunião-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Jidá, na Arábia Saudita.</p><p>”Nenhum de nós quer ver as reservas inflarem de novo. Devemos ser prudentes”, acrescentou, referindo-se à situação do fim de 2018, que levou a uma queda dos preços da commodity.</p><p>Na mesma direção, os Emirados Árabes Unidos, um fiel aliado de Riad, pediram a manutenção do nível de produção de petróleo decidido pela Opep no ano passado, em 1,2 milhão de barris diários (mbd).</p><p>”Não acredito que uma flexibilização dos cortes da produção de petróleo seja a boa medida”, levando-se em conta as condições atuais do mercado, afirmou o ministro de Energia dos Emirados, Suheil Al Mazruei.</p><p>Os produtores ainda têm de tentar equilibrar o mercado, acrescentou.</p><p>A Opep e a Agência Internacional de Energia (AIE) informaram que a produção mundial de petróleo caiu em abril como resultado da decisão de limitar as extrações e endurecer as sanções americanas contra o Irã.</p><p>Em seu nível mais baixo em cinco anos, a produção iraniana pode atingir este mês um mínimo sem precedentes desde a guerra Irã-Iraque (1980-1988).</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense