Banqueiro é acusado de subornar ex-diretor de campanha de Trump por cargo

<p>Um banqueiro de Chicago foi acusado, nesta quinta-feira, de oferecer um empréstimo de US$ 16 milhões ao ex-diretor de campanha do presidente Donald Trump, Paul Manafort, atualmente na prisão, com a esperança de obter um cargo no governo, preferencialmente no gabinete.</p><p>O banqueiro, Stephen Calk, de 54 anos, presidente do Federal Savings Bank, chegou a fazer uma lista para Manafort com os cargos que gostaria de ter na Casa Branca, em troca da concessão de dois grandes empréstimos, disse o procurador federal de Manhattan em um comunicado.</p><p>Sua primeira opção era o posto de secretário do Tesouro. Depois, secretário de Comércio, secretário da Defesa, ou um cargo de embaixador, por exemplo em Londres, Paris, Berlim, ou Roma.</p><p>Em julho de 2016, quando Trump ganhou a candidatura republicana para as presidenciais, Manafort recebeu autorização condicional do banco para um primeiro empréstimo de US$ 9,5 milhões, segundo o procurador. Ele agradeceu Calk nomeando-o integrante de um conselho econômico consultivo da campanha.</p><p>Após a eleição de Trump, em novembro de 2016, o empréstimo foi desbloqueado e Manafort pediu outro de 6 milhões de dólares, pressionando para que Calk fosse nomeado para a equipe de transição do novo presidente.</p><p>A concessão desses empréstimos para Manafort, que já teve dificuldades para pagar suas dívidas, era contrária às regras internas do banco, segundo o procurador.</p><p>O banqueiro, que deve comparecer ante um juiz de Manhattan nesta quinta de tarde, é acusado de corrupção, crime com pena de até 30 anos de prisão.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense