"Batalhão Brasileiro": Time Guga é formado com modelo inédito e meta ousada


<p>O “Batalhão Brasileiro” é uma realidade. Capitaneado por Gustavo Kuerten, o Time Guga busca mostrar ao mundo que o Brasil possui jovens a serem lapidados para seguir um caminho semelhante ao percorrido pelo tricampeão de Roland Garros. A exemplo da “Brazilian Storm” (Tempestade Brasileira, em português), que se firmou como potência no circuito mundial de surfe após os títulos de Gabriel Medina, em 2014, e de Adriano de Souza, em 2015.</p><p>O projeto teve início há um ano e meio, será oficializado em dezembro e não é mais segredo. Além da participação do próprio ex-atleta, o Time Guga tem o envolvimento do irmão Rafael Kuerten na parte de gestão e do tenista Bruno Soares, integrante do conselho. O responsável pela coordenação técnica é Hugo Daibert, treinador de Soares. De acordo com ele, a intenção é preparar a geração para a chegar com tudo ao circuito. </p><p>– O Guga chama de “Batalhão Brasileiro”. Conversamos com treinadores e a ideia é que se utilize da inteligência e gestão para ser certeiro. A Confederação entende e apoia esse movimento. Tudo é transparente e bem traçado. O Time Guga é um caminho para transformar o tênis e colocar 10 jogadores no top 100 masculino. Uma escola forte em que não apenas um tenista se destaca como foi na época do Guga – fala Daibert.</p><p>Sete atletas compõem o Time Guga: João Menezes (21), Mateus Alves (17), João Pedro Ferreira (17), Natan Rodrigues (16), Bruno Oliveira (16), Pedro Boscardin Dias (15) e João Victor Loureiro (15). O treinamento deles é realizado em diferentes cidades do Brasil, mas com a mesma metodologia e disciplina. O modelo de trabalho da equipe é considerado inédito no tênis e evita de ser uma busca por um sucessor de Guga. </p><p>– No Brasil sempre teve o peso do “novo Guga”. Buscamos quebrar isso. Claro que um sempre chama mais atenção, mas é preciso ir devagar, tirar a pressão. Vamos chegar como um time e ter o foco no treinador e não no jogador. O tenista vai querer fazer parte da equipe sem deixar o clube que treina. O Guga sempre diz: “chegar sozinho, eu chego mais rápido. Mas chegar em conjunto, eu chego mais longe”. É isso que queremos – destaca. </p><p>Em Joinville, Boscardin e Loureiro treinam com o ex-tenista Ricardo Schlachter. Em São José do Rio Preto, o ex-atleta Thiago Alves trabalha com Mateus Alves e Natan Rodrigues. Por fim, em Belo Horizonte estão outros dois meninos do Time Guga, Bruno Oliveira e João Pedro Ferreira, que estão sob supervisão de Bruno Baeta. A equipe tem Maísa Feital na captação do grupo feminino, que ainda permanece no estágio de formação. </p><p>– A Maísa tem se especializado para treinar meninas, pois o modelo é diferente dos meninos. É preciso entender o processo. Ainda está tudo embrionário. Estamos na fase do mapeamento e olhando lá em baixo. O projeto também se estende aos cadeirantes – completa Daibert.</p> Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense <h2>Uma base na Europa</h2><p> Em parceria com a academia “4Slam”, do ex-tenista Galo Blanco, o Time Guga tem à disposição um centro de treinamento em Barcelona, na Espanha. É lá que fica o mais experiente da equipe, João Menezes. O lugar reúne condições adequadas e tem alguém acostumado com a transição do juvenil para o profissional. O espanhol foi o responsável por fazer isso com o canadense Milos Raonic, atual número 20 do mundo.  </p><p>– O Blanco é especialista nesta transição. E o Guga tinha esse pensamento. O que a Família Kuerten faz é com cuidado e planejamento. Tivemos que acelerar o projeto para não deixar essa geração se perder pelo caminho. A Espanha tem muitos fatores positivos. A participação dos treinadores é bem diferenciada – explica o coordenador.</p><p>Daibert destaca o fator cultural como determinante para apostar no centro de treinamento em parceria com Blanco. Outro ponto é a localização na Europa, onde acontece os principais torneios no circuito mundial.   </p><p>– A facilidade do idioma e a proximidade cultural, pelo Brasil ser um país latino, ajudam. É o centro mais próximo da nossa realidade. A Argentina está aqui do lado, mas distante do grande centro que é a Europa – afirma. </p><p>Galo Blanco se tornou consultor internacional do Time Guga, assim como a tenista Anabel Medina, bicampeã de duplas em Roland Garros e prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Ela trabalha com os treinadores.</p><h2>Composição do Time Guga</h2><p><strong>Conselho técnico</strong><br>Gustavo Kuerten (Guga)<br>Rafael Kuerten<br>Bruno Soares</p><p><strong>Coordenador técnico</strong><br>Hugo Daibert</p><p><strong>Consultores internacionais</strong><br>Galo Blanco<br>Anabel Medina</p><p><strong>Treinadores</strong><br>Thiago Alves<br>Ricardo Schlachter<br>Bruno Baeta<br>Maísa Feital</p><p><strong>Tenistas</strong><br>João Menezes (21 anos)<br>Mateus Alves (17 anos)<br>João Pedro Ferreira (17 anos)<br>Natan Rodrigues (16 anos)<br>Bruno Oliveira (16 anos)<br>Pedro Boscardin Dias (15 anos)<br>João Victor Loureiro (15 anos)</p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense