Brasil vai ampliar capacidade do banco de perfis genéticos para investigação criminal

Às vésperas dos cinco meses da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, não descarta a participação de políticos e agente públicos no crime.

 

Jungman voltou a dizer que a polícia está diante de um crime complexo que tem reflexos dentro dos órgãos públicos e na política brasileira. Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no dia 14 de março.

 

O ministro anunciou ainda que o Brasil vai aumentar a capacidade do banco de perfis genéticos, com informações de detentos brasileiros. Segundo o ministro, o banco vai passar dos 19 mil para 90 mil registros, e servir de inibidor para novos casos de violência contra a mulher.

 

Segundo Jungmann, esse é uma resposta ao avanço da violência contra a mulher no Brasil. Segundo o anuário da violência, a cada 10 minutos um estupro é registrado no país. E em 2017, o número de estupros aumentou mais de 8% quando comparado com 2016 e chegou a mais de 60 mil casos.

 

O ministro anunciou ainda que o sistema de licitações e compras do governo, a partir de agora, vai determinar que empresas vencedoras de licitações acima de  R$ 330 mil serão obrigadas a contratar presidiários ou egressos do sistema penitenciário nacional. Hoje, dos 726 mil apenados no Brasil, apenas 12 por cento tem alguma atividade laboral.

Fonte: Rádio EBC