Campanha mostra que Museu Nacional está em atividade, apesar do incêndio

A direção do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que fica em São Cristóvão, zona norte do Rio, deve iniciar ainda neste fim de semana a cobertura provisória de áreas do edifício, afetado por um incêndio no início do mês.

Segundo a assessoria de imprensa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o trabalho será acompanhado por engenheiros e especialistas de diversas áreas da universidade, com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e técnicos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

O Ministério da Educação liberou R$ 10 milhões para ação emergencial na segurança do prédio do Museu Nacional, que teve grande parte de seu acervo destruído.

O diretor da instituição Alexander Kellner participou, nesse sábado (15), de uma reunião com a reitoria e a Polícia Federal (PF).

O objetivo do encontro foi definir as primeiras ações estruturais e as obras emergenciais em relação ao museu, entre elas a colocação de uma estrutura pré-fabricada onde trabalharão os peritos da Polícia Federal, que investigam as causas do incêndio.

Até o momento, não foi determinado o que motivou a destruição do prédio principal.

Na quinta-feira (13), o reitor da UFRJ, Roberto Leher, e o diretor do Museu, Alexander Kellner, reuniram-se com uma comissão da Unesco para discutir como vão reconstruir o Museu Nacional.

A UFRJ lançou a campanha Museu Nacional Vive, com o objetivo de mostrar que a instituição está em atividade, já que as pesquisas, aulas de pós-graduação e ações de extensão estão mantidas.

Cerca de 2 milhões de peças do acervo continuam preservadas. As coleções intactas ainda colocam o Museu Nacional entre as instituições mais importantes da América Latina.

Fonte: Rádio EBC