Caracas diz que ex-chefe de Inteligência foi pago para apoiar rebelião

<p>O governo venezuelano acusou nesta quarta-feira seu ex-chefe de Inteligência Cristopher Figuera, que se encontra nos Estados Unidos, de receber “centenas de milhões de dólares” para apoiar a tentativa de golpe militar contra o presidente Nicolás Maduro em abril.</p><p>Figuera “se revelou um mercenário (…) e cobrou centenas de milhões de dólares” para libertar o líder opositor Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar, afirmou o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, após o ex-chefe de Inteligência acusar Maduro de liderar uma “empresa do crime”.</p><p>Na primeira reação do governo às declarações de Figuera ao jornal The Washington Post, Rodríguez acrescentou que ele também cobrou para libertar o ex-chefe policial Iván Simonovis, que cumpria em casa uma pena de 30 anos por dois assassinatos ocorridos durante a tentativa de golpe de Estado contra o finado presidente Hugo Chávez, em 2002.</p><p>Figuera, general do Exército e antigo chefe da segurança de Chávez, denunciou ao Washington Post graves fatos de corrupção, incluindo negócios ilícitos com ouro envolvendo Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente.</p><p>”Me dei conta de que Maduro é o chefe de uma empresa do crime”, declarou ao jornal.</p><p>O general fugiu para a Colômbia e depois para os Estados Unidos após fracassar a tentativa de golpe de 30 de abril, liderada pelo opositor Juan Guaidó.</p><p>López – refugiado na residência do embaixador espanhol – e Simonovis – atualmente em Washington – foram indultados por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense