Cesare Battisti: quatro assassinatos e uma pena de prisão perpétua

<p>Cesare Battisti, ex-ativista de extrema esquerda, chegou nesta segunda-feira (14) na Itália para cumprir uma pena de prisão perpétua após sua condenação em 1981 por seu papel direto ou indireto em quatro assassinatos.</p><p>- Pier Luigi Torregiani, o joalheiro -</p><p>Em 16 de fevereiro de 1979, um comando dos PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), um pequeno grupo de extrema esquerda considerado como “terrorista” por Roma, atirou em Pier Luigi Torregiani em frente a sua joalheria em Milão e sob o olhar de seu filho, Alberto, de 15 anos. Gravemente ferido, Alberto ficou tetraplégico. “Agora, as vítimas vão poder descansar em paz”, declarou ao ser informado da extradição de Cesare Battisti.</p><p>Cesare Battisti foi condenado por ter sido o instigador deste crime, decidido porque o joalheiro havia se defendido durante uma tentativa de assalto.</p><p>- Lino Sabbadin, o açougueiro -</p><p>No mesmo dia, em 16 de fevereiro de 1979, Cesare Battisti encobriu cúmplices que atacaram o açougue de Lino Sabbadin, de 45 anos, em Mestre, perto de Veneza, pelas mesmas razões: o açougueiro havia ferido fatalmente seu agressor durante uma tentativa de roubo em dezembro de 1978. Ele também era um militante de extrema direita.</p><p>”Esperei por este dia por 40 anos”, declarou à imprensa seu filho Adriano, que tinha 17 anos no momento da morte de seu pai.</p><p>Por este assassinato, Cesare Battisti também foi condenado por cumplicidade.</p><p>- Antonio Santoro, o carcereiro -</p><p>Em 6 de junho de 1978, Cesare Battisti mata em Udine (nordeste) um oficial do corpo de carcereiros, que comandava a prisão da cidade, Antonio Santoro, de 51 anos, acusado de maus tratos contra os detentos.</p><p>Cesare Battisti foi condenado por ter matado este funcionário da administração penitenciária.</p><p>- Andrea Campagna, o motorista da polícia -</p><p>Em 19 de abril de 1979, Cesare Battisti assassinou em Milão Andrea Campagna, de 24 anos, motorista do Digos, o serviço secreto italiano responsável pela luta contra o terrorismo e a extrema direita.</p><p>”Andrea era um motorista, não um investigador (…). Eles chegaram por trás e atiraram uma bala na sua cabeça”, contou ao jornal La Repubblica seu irmão Maurizio.</p><p>Cesare Battisti foi condenado por ter disparado o tiro fatal. Em um comunicado publicado pelo PAC, Andrea Campagna foi definido como um “torturador de proletários”.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense