China e EUA reiniciam negociações comerciais

<p>Chineses e americanos devem retomar, nesta segunda-feira (11), suas negociações comerciais, enquanto o FMI alertou para o risco de uma “tempestade” sobre a economia mundial relacionada, em parte, ao aumento das taxas alfandegárias ordenadas por Pequim e Washington.</p><p>Faltando menos de três semanas para o prazo estipulado por Donald Trump antes de uma nova rodada de sanções comerciais contra a China, seu vice-representante para o Comércio, Jeffrey Gerrish, chegou a Pequim para participar de negociações preliminares.</p><p>Gerrish, que participou das negociações no início de janeiro na capital chinesa, deixou seu hotel em Pequim no início desta manhã sem fazer declarações à imprensa.</p><p>O início das discussões não foi confirmado por fontes chinesas ou americanas.</p><p>Esse diálogo deve preceder as reuniões marcadas para quinta e sexta-feira em Pequim entre os principais negociadores: o representante comercial Robert Lighthizer e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, do lado dos Estados Unidos; e o vice-primeiro-ministro, Liu He, e o presidente do banco central, Yi Gang, do lado chinês.</p><p>As discussões realizadas no mês passado em Washington conduziram a uma reunião entre Liu He e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p><p>Mas apesar de o encontro ter inspirado otimismo, Washington alertou na semana passada que “ainda há muito trabalho” antes que as duas maiores potências econômicas do mundo consigam superar suas múltiplas diferenças.</p><p>Donald Trump, que anunciou que “num futuro próximo” se encontraria com o presidente chinês, Xi Jinping, indicou, porém, que não planeja uma reunião antes do início de março.</p><p>Em uma reunião realizada no início de dezembro na Argentina, os dois líderes definiram o prazo de 1º de março para chegar a um acordo negociado.</p><p>Após essa data, as taxas aduaneiras sobre o equivalente a 200 bilhões de dólares em importações anuais chinesas aumentarão de 10% para 25%.</p><p>Além disso, Washington exige que a China acabe com práticas consideradas injustas, como a transferência forçada de tecnologia americana, o “roubo” de propriedade intelectual, pirataria e subsídios maciços a empresas estatais chinesas para torná-las líderes nacionais.</p><p>Neste conflito, as duas potências disputam o domínio do setor de alta tecnologia.</p><p>”A tecnologia é a vantagem mais importante que os americanos têm, somos inovadores, somos excelentes em nível tecnológico”, disse Robert Lighthizer no começo de dezembro.</p><p>A perspectiva de um agravamento da guerra comercial pesa sobre os mercados financeiros, que temem as consequências para a economia mundial.</p><p>Uma hipótese que também preocupa Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), que advertiu no domingo em Dubai contra uma possível “tempestade” econômica em nível global.</p><p>Lagarde falou sobre o que chamou de “quatro nuvens” que pairam sobre a economia mundial: as tensões comerciais, o ajuste de taxas, as incertezas relacionadas ao Brexit e a desaceleração da economia chinesa.</p><p>Segundo Lagarde, as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos começaram a afetar a economia global. “Quando há muitas nuvens, só é preciso um raio para desencadear a tempestade”, disse Lagarde.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense