CIDH avaliará até segunda-feira direitos humanos na Nicarágua

<p>A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizará a partir desta quinta-feira (17) e até a próxima segunda-feira uma missão de trabalho na Nicarágua, após quase um mês de protestos contra o governo que deixam mais de 50 mortos.</p><p>”O objetivo da visita de caráter preliminar é fazer uma observação em terreno sobre a situação dos direitos humanos no país, no contexto dos acontecimentos desde 18 de abril”, segundo um comunicado do organismo, ente autônomo da OEA.</p><p>Os protestos surgiram por uma tentativa do governo de Daniel Ortega de reformar o sistema de seguro social, mas rapidamente se transformaram em um movimento que exige a saída do presidente. De acordo com grupos de direitos humanos, ao menos 58 pessoas morreram, a maioria manifestantes.</p><p>A delegação da CIDH, liderada pela comissária Antonia Urrejola, relatora para a Nicarágua, prevê se reunir com autoridades do Estado, representantes da Conferência Episcopal e organizações da sociedade civil.</p><p>”A Comissão recolherá depoimentos de estudantes, pessoas e familiares que foram afetados no âmbito da situação objeto da visita”, indicou o texto.</p><p>”Sucesso”, desejou à equipe o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, em sua conta no Twitter, assinalando seu anseio de que o Conselho Superior da Empresa Privada nicaraguense e a sociedade em civil em geral “se expressem” e “colaborem com a verdade”.</p><p>A CIDH agradeceu o consentimento e a ajuda do governo nicaraguense, que até domingo havia negado a chegada de uma missão da comissão enquanto o Parlamento investigasse as mortes.</p><p>A delegação da CIDH será integrada pelo secretário executivo da CIDH, Paulo Abrao, e pelos comissários Joel Hernández, relator sobre os Direitos das Pessoas Privadas de Liberdade, e Francisco Eguiguren, relator sobre Defensores e Defensoras de Direitos Humanos.</p><p>Também comparecerão os relatores especiais de Liberdade de Expressão, Edison Lanza, e de Direitos Sociais, Soledad García Muñoz, entre outros especialistas da CIDH.</p><p>Um aguardado diálogo nacional com mediação da Igreja Católica começou na quarta-feira na Nicarágua, em meio a duros questionamentos a Ortega.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense