Colômbia anuncia saída da Unasul para se concentrar na OEA

<p>O governo recém-empossado da Colômbia anunciou nesta sexta-feira (10) sua saída “irreversível” da União de Nações Sul-americanas (Unasul) para se concentrar no fortalecimento da OEA.</p><p>Em coletiva de imprensa, o chanceler Carlos Holmes Trujillo evitou se aprofundar nas razões da decisão antecipadas pelo direitista Iván Duque antes de assumir a Presidência na terça-feira, em substituição a Juan Manuel Santos.</p><p>”Vamos nos retirar da Unasul. A Colômbia vai deixar de ser membro da Unasul. Vamos participar ativamente dos cenários multilaterais”, acrescentou o chefe da diplomacia, destacando que se trata de uma “decisão política irreversível”.</p><p>Em sua campanha, Duque tinha dito que o bloco sul-americano – constituído formalmente em 2011 – tinha se “tornado cúmplice da ditadura venezuelana”.</p><p>Ao mesmo tempo em que concretiza sua desvinculação, a diplomacia colombiana trabalhará pelo fortalecimento da Organização de Estados Americanos (OEA).</p><p>”Acreditamos na necessidade de relançar a Organização de Estados Americanos para fortalecê-la no desenvolvimento do princípio da defesa e no fortalecimento do sistema interamericano”, disse Trujillo.</p><p>Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Paraguai decidiram em abril passado suspender sua participação na Unasul até que se nomeie um novo secretário-geral, em substituição a Ernesto Samper, que deixou suas funções em janeiro de 2017.</p><p>A Unasul, com sede em Quito e criada sob o impulso do falecido ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, é formada por 14 nações, das quais seis, as maiores economias da região, já tinham congelado suas atividades neste fórum.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense