Começam as discussões da reforma da Previdência no plenário do Senado

A primeira reunião para discutir a reforma da Previdência no plenário do Senado ouviu economistas e especialistas sobre o tema. O que era uma sessão deliberativa foi transformada em sessão temática, e entrou na contagem do prazo de cinco sessões para levar a PEC para votação.

 

O secretário da Previdência, Rogério Marinho, participou do debate e repetiu o que vem afirmando desde a entrega do texto ao Congresso: que o déficit da Previdência no Brasil aumenta R$ 40 bilhões ao ano.

 

Marinho também afirmou que mesmo aprovada a reforma, isso não significará que haverá uma diminuição imediata ou a paralisação deste déficit previdenciário.

 

“Em 2018 tivemos um déficit de R$ 265 bilhões. Feita a reforma, isso não significará que haverá uma diminuição abrupta ou a paralisação do déficit previdenciário. Ele apenas vai diminuir a velocidade, até que um momento vai estancar, e aí começaremos a ter a diminuição progressiva desse valor, o que vai significar um alívio para o orçamento. Os maiores interessados, e aqueles que são os maiores prejudicados pelo sistema que temos hoje, são os pobres”.

 

O Senador Fabiano Contarato, do partido Rede, rebateu o secretário e negou que a reforma da Previdência combate privilégios.

 

“Aprovando uma reforma da Previdência sob a falsa pretensão de que estamos acabando com privilégios. Eu não teria coragem de sustentar uma reforma dessa”.

 

A expectativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é que a votação da PEC ocorresse nesta semana. Mas, como não houve acordo entre os líderes para acelerar a tramitação, a reforma da Previdência só vai à votação no plenário, em primeiro turno, na próxima semana.

 

“A gente construiu um calendário. Eu tentei conversar com os senadores e tentar dar um encaminhamento de uma possível construção de um adiantamento do calendário. Mas os líderes me cobraram para que a gente cumprisse o acordo do prazo”.

 

Nesta quarta-feira será realizada a segunda sessão para discutir a matéria, restando assim outras três antes da votação.

 

A PEC da Previdência deve ser apreciada em dois turnos, e precisa do voto favorável de no mínimo 49 senadores para ser aprovada.

Fonte: Rádio EBC