Cyril Ramaphosa é reeleito presidente da África do Sul

<p>No poder desde 2018, Cyril Ramaphosa foi reeleito presidente da África do Sul pelos deputados nesta quarta-feira (22), após a vitória de seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), nas eleições legislativas de 8 de maio.</p><p>”Eu declaro Cyril Ramaphosa devidamente eleito presidente da República da África do Sul”, disse o presidente do Tribunal Constitucional, Mogoeng Mogoeng, responsável por presidir a votação dos deputados.</p><p>No governo desde o fim do regime do Apartheid em 1994, o ANC alcançou a pior pontuação de sua história nas eleições nacionais (57,5%), mas manteve a maioria absoluta da Câmara Baixa, com 230 dos 400 assentos.</p><p>A reeleição à presidência do país de seu líder Cyril Ramaphosa foi, portanto, pura formalidade. Ele conquistou, assim, um novo mandato de cinco anos.</p><p>Ramaphosa, de 66 anos, dirige a África do Sul desde a renúncia forçada, em fevereiro de 2018, de Jacob Zuma, em razão de suspeitas de corrupção.</p><p>O presidente reeleito, que deverá anunciar seu novo governo nos próximos dias, prometeu limpar o partido e o Estado da corrupção e reviver a economia da maior potência industrial do continente africano.</p><p>Muito formal, a sessão de posse da Assembleia Nacional começou nesta quarta com uma reviravolta dramática.</p><p>Várias personalidades do governo e do ANC não prestaram juramento como deputados.</p><p>O vice-presidente do país, David Mabuza, pediu o adiamento de sua posse “após a divulgação de um relatório da Comissão de Ética do ANC, que suspeita que ele tenha prejudicado a integridade” do partido, explicou a legenda.</p><p>A atual ministra do Meio Ambiente, Nomvula Mokonyane, e o ex-ministro das Finanças Malusi Gigaba, próximo ao ex-presidente Zuma, desistiram definitivamente de seus cargos como deputados.</p><p>A decisão de David Mabuza levantou especulações sobre se permaneceria como vice-presidente da África do Sul.</p><p>”O fato de (David Mabuza) ser vice-presidente do ANC não garante a ele o cargo de vice-presidente da República”, estimou Zizi Kodwa, um porta-voz do ANC.</p><p>”Esta é uma reviravolta espetacular”, reagiu o principal partido de oposição, a Aliança Democrática (DA), por meio de seu líder parlamentar, John Steenhuisen. “É um sinal claro de que algo está acontecendo dentro do ANC”.</p><p>Cyril Ramaphosa assumiu a liderança do ANC no final de 2017. Desde então, procurou consolidar sua autoridade sobre todo partido, onde os defensores de seu antecessor ainda têm uma forte capacidade de causar danos.</p><p>Durante a campanha eleitoral, Ramaphosa reafirmou sua determinação “de fazer com que os condenados por corrupção (…) não sejam autorizados a ocupar cargos de responsabilidade dentro do ANC, no parlamento ou no governo”.</p><p>David Mabuza e Nomvula Mokonyane são suspeitos de corrupção.</p><p>”Mokonyane e Gigaba fora do parlamento, e Mabuza que ainda não prestou juramento”, resumiu o analista Daniel Silke.</p><p>”Uma remodelação significativa de Ramaphosa está em andamento, não apenas para restaurar a credibilidade, mas também para estabelecer sua autoridade”, disse ele.</p><p>Uma vez reeleito, Cyril Ramaphosa prestará juramento no sábado em uma cerimônia realizada em um estádio na capital Pretória, que reunirá milhares de pessoas.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense