Eleições 2018: candidaturas de mulheres têm pequeno crescimento em SC

Eleições 2018: candidaturas de mulheres têm pequeno crescimento em SC
<p>Mesmo com quase R$ 515 milhões a mais destinados obrigatoriamente a elas — referente a 30% do bilionário Fundo Eleitoral —, a participação das mulheres nas eleições teve um aumento tímido em Santa Catarina. Proporcionalmente, na comparação com o último pleito geral, em 2014, o índice subiu de 28,8% para 31,1%, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) de candidaturas aptas. Nacionalmente, o cenário é o mesmo, com a representatividade feminina também indo de 28,8% em 2014 para 31,1% neste ano.</p><p>No Estado, nas chapas proporcionais (em que a cota de 30% é obrigatória), o PT e o PSL, ambos concorrendo em chapas puras, estavam abaixo do estipulado pela lei quando apresentaram os pedidos, que é o momento em que a cota precisa ser atendida. O número menor do que o exigido ocorreu na chapa de deputados federais, no caso do PT, e de deputados estaduais, no PSL. Houve ainda a situação envolvendo o PSD, em que por um erro o candidato a deputado estadual Ismael dos Santos foi registrado como sendo do sexo feminino. Com a correção, o percentual de mulheres na chapa do PSD com PP e PSC tinha ficado abaixo de 30%.</p><p>Conforme o TRE, as siglas foram notificadas para regularizem esse quesito, sob pena do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) ser indeferido. O Drap é julgado antes do julgamento de cada um dos cargos aos quias cada legenda apresentou candidatos. As três legendas fizeram as adequações necessárias.</p><p>Houve ainda o caso do PCO, que teve apenas um candidato homem para a Alesc e um candidato homem para a Câmara. Nessa situação, o TRE informa que não há consenso se o partido estaria descumprindo a cota ou se, por ter apenas uma candidatura, será aberta exceção. Por outros problemas, porém, o próprio Drap do partido acabou indeferido antes mesmo de ser preciso analisar o mérito da questão feminina.</p><p>A resolução que trata do assunto prevê que cada partido isolado ou coligação deverá apresentar lista de candidaturas com a cota feminina, e a jurisprudência tem atuado nesse sentido de considerar a questão quando os pedidos são feitos. Assim, coligações ou partidos que tenham menos de 30% de candidatas mulheres nas chapas proporcionais considerando apenas os aptos não estão irregulares. A exceção é o caso de fraudes, com informações e denúncias que a Justiça Eleitoral avaliará se for provocada.</p><p class=”embed-content”> <br> </p><p><strong>Partidos com mais e menos representantes mulheres</strong></p><p>Entre as chapas majoritárias, as do PSTU têm o maior equilíbrio, 50% para cada, embora sejam apenas dois candidatos no total tanto para a Alesc quanto para a Câmara. Considerando coligações, a melhor distribuição é a Um caminho pra gente, do PSOL e PCB para a Assembleia, com 40% de candidatas mulheres. Na sequência vem Para crescer com Santa Catarina, para a Câmara Federal, com 35,7%. As outras oscilam entre 27,2% e 34%.</p><p>Levando em conta a soma de todos os candidatos, em todos os cargos, os partidos com melhores índice são o PRTB (57,1% de mulheres) e PCdoB, PRB e PV (todos com 50%). PHS e PPL não têm nenhuma representante feminina nas eleições. Entre os que têm, os menores percentuais são de PCB e PPS, ambos com 16,6%.</p><p><br></p><p><strong>Leia também:</strong></p><p> <strong>Empresário doa R$ 6,63 milhões a 50 candidatos no país</strong> </p><p> <strong>Confira os números da segunda pesquisa Ibope para o governo de SC e Presidência</strong> </p><p> <strong>Saiba onde ficam os locais para voto em trânsito em SC</strong> </p><p> <strong>Número de candidatos ligados à segurança pública sobe 55% em Santa Catarina</strong> </p><p> <strong>Eleições 2018: entenda qual é a função do governador</strong> </p><h2><br></h2><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense