Em 79º lugar no ranking mundial de IDH, desigualdade ainda persiste no Brasil

Por três anos consecutivos, o Brasil se mantém na posição 79, entre 189 países, no ranking que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Mundo.

Os dados são do Pnud, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e foram divulgados nesta sexta-feira (14).

No ano passado, o país apresentou uma leve melhora no índice em relação a 2016 de 0,001. Ainda assim, as desigualdades quanto à esperança de vida ao nascer, média de anos de estudo e renda per capita ainda persistem no país.

Quando se consideram as desigualdades brasileiras, no entanto, o país perde 24% do seu IDH.

Destaque para desigualdades de gênero. Neste quesito ficam evidentes a baixa participação feminina na política e a diferença salarial entre homens e mulheres.

No Brasil, 11% do parlamento é ocupado por mulheres. O número é pior, inclusive, em relação ao registrado no Níger, na África, que tem o pior IDH do mundo e onde 17% do parlamento têm representação feminina.

Quanto ao ganho, apesar de as mulheres terem melhor desempenho na educação, com até 2 anos a mais de estudo, a renda per capita delas é 42% menor do que a deles. Além do mais, as mulheres gastam quatro vezes mais tempo com trabalhos domésticos que os homens.

Na América do Sul, o Brasil é o quinto país com o maior IDH, atrás do Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela.

Entre 1990 e 2017, a taxa anual de crescimento do índice no país foi 0,81%. Neste período, os brasileiros ganharam 10 anos na expectativa de vida que, na década de 90, registrava uma média de 65 anos. Também neste intervalo, tiveram um aumento de 28% na renda.

Fonte: Rádio EBC