Enquanto gigantes de carnes têm fase difícil, cooperativa avança

Enquanto gigantes de carnes têm fase difícil, cooperativa avança
<p>Desde a deflagração da <strong>Operação Carne Fraca</strong> , em 17 de março, as duas maiores agroindústrias de carnes do Brasil, a <strong>JBS </strong> e a <strong>BRF</strong> , com forte atuação em Santa Catarina, passaram a enfrentar fase mais difícil. Dona da <strong>Seara</strong> , a JBS entrou numa fase ainda pior, com os principais acionistas presos, <strong>Joesley </strong> e <strong>Wesley Batista</strong> . A BRF, dona da <strong>Sadia </strong> e <strong>Perdigão</strong> , está trocando de presidente e de diretores.</p><p>Enquanto isso, a <strong>Coopercentral Aurora Alimentos</strong> , terceira maior empresa de proteína animal do país, de <strong>Chapecó</strong> , teve a sua credibilidade projetada por não ter tido nenhum questionamento na Operação Carne Fraca e segue sua gestão eficiente. Aproveita essa boa imagem e a crescente demanda de mercados para ampliar a produção. Segundo o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, a produção de suínos está sendo ampliada em 7% este ano, depois de crescer 5% ano passado.</p><p>- Estamos aproveitando crescer no mercado interno e também nas exportações. Estamos vendendo para novos e exigentes mercados como os Estados Unidos e Japão. Em breve, a Coréia do Sul também vai comprar carne de Santa Catarina e seremos um dos fornecedores – diz Lanznaster.</p><p>Na tarde de quarta-feira, na sede da Aurora, Lanznaster, mais o vice-presidente Neivor Canton e o diretor de Agropecuária Marcos Antonio Zordan, me informaram que no mercado interno uma estratégia de crescimento é o fracionamento de produtos. Cada vez mais, a Aurora foca porções menores que saem embaladas da empresa, conforme a preferência do consumidor. O abate de suínos, hoje, está em 18 mil cabeças/dia. O plano é chegar em 2025 com 25 mil cabeças/dia. No caso do frango, como a oferta é maior no país e a concorrência também, a empresa está mantendo a produção atual. </p><p><strong>Com 74 mil associados</strong><br>Integrada por 13 cooperativas que somam 74 mil agropecuaristas associados, a Coopercentral Aurora fechou 2016 com faturamento de R$ 8,560 bilhões, 12% maior que o do ano anterior. Segue destinando 70% da produção ao mercado interno e 30% ao exterior, exportando para 60 países. Do total de sócios do sistema, 3,5 mil produzem suínos, 2,6 mil atuam na avicultura, 5,8 mil são produtores de leite e os demais fornecem grãos. Atua em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.  </p><p><strong>Vitrine de negócios locais<br></strong>Entre as pequenas empresas que aproveitam para prospectar negócios no pavilhão empresarial III da <strong>Efapi </strong> está a Formathus, uma indústria de móveis de três anos, especializada em itens para lojas. O gerente de projetos Gilmar Brodignon (foto) conta que as vendas cresceram 50% ano passado e este ano devem avançar até 30%. A Formathus tem duas fábricas e oferece 20 empregos diretos. Para diversificar, a Rudimak, que vende máquinas de costura, levou para a feira cuias e térmicas revestidas de pedrarias. Até a manhã de ontem, tinha vendido mais de 50 cuias, informou a sócia Ângela Schneider Ferla. A Sensorial, dos sócios Anderson Moura e Paulo Cruz, apostou em camisetas da Chapecoense e acertou. A linha responde por 70% das vendas na feira. </p> Foto: Estela Benetti / Diário Catarinense <p><strong>Efapi gerou “cidade”…<br></strong>O orgulho é um dos sentimentos de boa parte das lideranças que estão à frente da Efapi 2017,  expofeira multissetorial e festa cultural de outubro do Oeste. O evento celebra os 100 anos do município de Chapecó e os 50 anos de realização da Efapi, que é bienal. Em 1967, para fazer a “Exposição de Feiras” que resultou na sigla Efapi foi criada a Sociedade Amigos de Chapecó (Sach), que também comemorou 50 anos agora. – A feira fez tanto sucesso que a economia avançou, Chapecó se tornou a Capital do Oeste e toda a região avançou na criação de aves e suínos. Hoje,  somos o metro quadrado que mais produz proteína animal no mundo, com qualidade – afirma Luiz Augusto Gemelli, presidente da Sach e coordenador de Negócios da feira.   </p><p><strong>…de 70 mil habitantes<br></strong>O parque Efapi, também denominado Tancredo Neves, ocupa área de 210 mil metros quadrados, com 15 mil de área coberta. Mas seu entorno virou um bairro que, se fosse emancipado, seria a segunda maior cidade do Oeste, com 70 mil habitantes, atrás apenas de Chapecó. Esse foi o impacto do desenvolvimento promovido pela feira, explica o presidente da Sach, Luiz Gemelli. O bairro Efapi abriga ícones do desenvolvimento como as universidades <strong>UnoChapecó </strong> e a Universidade Federal Fronteira Sul , mais a unidade da BRF. A Cooperativa Alfa, não está no bairro, mas foi fundada em 1967 pelos mesmos articuladores da Sach. </p><p><strong>Acompanhe as publicações de </strong> <strong>Estela Benetti</strong> </p><p> <strong>Investidores de SC poderão registrar suas empresas pela internet</strong> </p><p> <strong>Máquinas agrícolas com piloto automático são realidade em SC</strong> </p><p> <strong>Pecuária do Oeste catarinense é destaque na Efapi</strong> </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense