Entrega voluntária de 73 animais silvestres marca campanha no Mês do Meio Ambiente

<p style="text-align: center;">&nbsp;<img src="https://www.pe.gov.br/_resources/files/_modules/files/files_19046_20190612113416a463.jpeg" alt="cprh" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Animais entregues &agrave; CPRH eram criados em cativeiro e agora ser&atilde;o reabilitados e devolvidos &agrave; natureza</em></p>
<p>&ldquo;Esses bichinhos eram muito bem cuidados. A minha esposa dava sempre banho e at&eacute; colocava perfume neles&rdquo;, revelou o agricultor Ivaldo In&aacute;cio, ao fazer a entrega volunt&aacute;ria de dois papagaios a uma equipe de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da Ag&ecirc;ncia Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em Santa Cruz do Capibaribe, Agreste do Estado. &ldquo;Alguma coisa na minha consci&ecirc;ncia dizia que estava errado, que n&atilde;o deveria ficar com eles. Doeu, mas aprendi muito com isso. Quando voc&ecirc; ama, n&atilde;o deve pensar s&oacute; em si&rdquo;, disse, por sua vez, o estudante Artur Cai&ccedil;ara, do mesmo munic&iacute;pio, ao entregar voluntariamente ao &oacute;rg&atilde;o ambiental &ndash; para reabilita&ccedil;&atilde;o e posterior devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza &ndash; um papagaio, um periquito-da-caatinga e um jabuti.</p>
<p>Assim como o senhor Ivaldo, 56 anos, e o jovem Artur, 16, dezenas de outras pessoas, em oito munic&iacute;pios pernambucanos, foram estimulados por uma campanha de conscientiza&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada pela equipe de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da CPRH, e, neste M&ecirc;s do Meio Ambiente, entregaram &agrave; Ag&ecirc;ncia 73 animais silvestres que eram criados irregularmente em cativeiro. Dentro do Projeto Fauna Livre, os animais &ndash; papagaios, periquitos, araras, galos de campina, azul&otilde;es, sabi&aacute;s, maracan&atilde;s, c&aacute;gados e jabutis, entre outras esp&eacute;cies &ndash; passar&atilde;o agora por reabilita&ccedil;&atilde;o no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara) e, depois, voltar&atilde;o a viver livres, junto com outros de suas esp&eacute;cies. A iniciativa foi em parceria com os munic&iacute;pios, Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o do Estado e as ONGs Bichos da Caatinga, O Amor Abra&ccedil;a e Sociedade para a Conserva&ccedil;&atilde;o das Aves do Brasil (SAVE Brasil).</p>
<p>Nesta primeira etapa, a campanha foi realizada em Santa Cruz do Capibaribe, Passira e Lagoa dos Gatos, no Agreste, e Paulista, Goiana, Itamarac&aacute;, Ara&ccedil;oiaba e Abreu e Lima, na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. Em todos eles, a CPRH promoveu capacita&ccedil;&otilde;es, em maio, passando informa&ccedil;&otilde;es sobre a fauna pernambucana e fomentando grupos de defesa dos animais. Ao todos, 345 pessoas foram capacitadas.&nbsp;&nbsp;&ldquo;A entrega volunt&aacute;ria &eacute; fundamental para o resgate desses animais que estavam em cativeiro. E ainda conscientiza a popula&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o comprar ou comercializar animais silvestres, o que configura crime&rdquo;, destacou o gestor de Meio Ambiente de Santa Cruz do Capibaribe, Marivaldo Andrade.&nbsp;&nbsp;Ao realizar a entrega volunt&aacute;ria, o cidad&atilde;o n&atilde;o sofre penalidades (multas e consequ&ecirc;ncias penais).</p>
<p>O agricultor Ivaldo In&aacute;cio &ndash; cuja esposa dava banho e perfumava os papagaios &ndash; soube da campanha por uma emissora de r&aacute;dio. Desconfiado, foi ao local no Dia D da entrega em Santa Cruz, colheu informa&ccedil;&otilde;es e, convencido de que a vida livre &eacute; o melhor para os animais silvestres, voltou para casa e decidiu com a esposa levar os papagaios que criava h&aacute; quase uma d&eacute;cada. J&aacute; o estudante Artur Cai&ccedil;ara, que ganhou animais silvestres para criar quando era crian&ccedil;a, tomou a decis&atilde;o ao participar da programa&ccedil;&atilde;o da Semana do Meio Ambiente em sua escola, com debates e palestras que abordaram quest&otilde;es relacionadas &agrave; fauna. Decidido, gravou uma emocionante relato e divulgou em redes sociais para explicar sua entrega volunt&aacute;ria. &ldquo;Estava com a cabe&ccedil;a martelando que era errado (criar em cativeiro). Agora estou com a cabe&ccedil;a limpa, tranquila&rdquo;, afirmou.</p>
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Fonte: ASCOM Governo Pernambuco