Familiares de vítimas do incêndio em hospital do RJ reclamam de falta de assistência

Quase três meses após o incêndio do Hospital Badim, no Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, famílias das vítimas dizem desde a tragédia não receberam a assistência adequada da instituição.

De acordo com representantes do hospital, seis acordos de indenização foram fechados e 10 estão em andamento. O assunto foi tratado na primeira audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Incêndios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

A delegada titular da 18ª Delegacia de Polícia, encarregada das investigações, Carina Bastos, informou que a Polícia Civil do Rio de Janeiro fará nova perícia no hospital. Segundo a delegada, ainda há pontos que precisam ser esclarecidos sobre as causas do incêndio.

Segundo a delegada, o laudo das investigações indica que o incêndio começou em um dos geradores de energia. O equipamento, de acordo com os funcionários, era usado diariamente em horários de pico, das 17h30 até as 20h, para economizar energia.

Parentes das vítimas que participaram da audiência relataram casos de descuido do hospital com os pacientes antes mesmo da tragédia e disseram que não receberam assistência da instituição, como lamentou Carlos Outerelo, filho de Berta Sousa, de 93 anos, que morreu dentro do hospital.

O incêndio no Hospital Badim aconteceu em 12 de setembro. A maioria das 22 vítimas fatais era de idosos que estavam internados. Algumas não morreram pelo fogo, mas por complicações da própria doença causadas pela falta de energia provocada pelo incêndio, que levou ao desligamento de aparelhos necessários para o tratamento dos pacientes.

Dos 103 pacientes com sequelas do incêndio, quatro continuam hospitalizados e 77 tiveram alta. Os 21 colaboradores e acompanhantes internados em consequência do fogo já foram liberados.

Fonte: Rádio EBC