França proibirá manifestações em 'alguns bairros' após protestos violentos em Paris

<p>O governo francês anunciou, nesta segunda-feira (18), a demissão do chefe de polícia de Paris e a proibição de manifestações em várias partes do país, dois dias após violentos distúrbios na Champs-Elysées durante manifestação dos “coletes amarelos”.</p><p>”Insuportável!”, “até onde iremos?”, “como parar isso?”. A exasperação após as novas cenas de vandalismo e violência ocorridas no sábado, durante um novo dia de protestos deste coletivo antigoverno, monopolizou nesta segunda a cobertura da imprensa francesa.</p><p>Joalherias e lojas saqueadas, restaurantes e bancos incendiados, confrontos entre manifestantes e policiais. As imagens de violência na famosa avenida parisiense causaram indignação e fizeram lembrar as cenas de caos de dezembro, quando o Arco do Triunfo foi vandalizado.</p><p>Criticado, o governo admitiu que houve “falhas” no dispositivo de segurança estabelecido neste final de semana.</p><p>”Os acontecimentos em Paris no último, especialmente na Champs-Elysées, são intoleráveis e o presidente da República pediu ao governo uma resposta à altura da situação”, lembrou o primeiro-ministro Edouard Philippe, ao final de uma reunião de crise presidida por Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.</p><p>Philippe anunciou várias medidas destinadas a impedir que o cenário se repita. Entre elas, a demissão do chefe de polícia de Paris, Michel Delpuech, que será substituído na quarta-feira por Didier Lallement, chefe de polícia da região de Aquitaine, no sudoeste da França.</p><p>O primeiro-ministro também anunciou a proibição de “manifestações nos bairros mais afetados quando tivermos conhecimento da presença de vândalos e sua vontade de causar danos”, incluindo na famosa Champs-Elysées, na praça Pey-Berland em Bordeaux e na praça do Capitólio em Toulouse (sudoeste).</p><p>Além disso, haverá um aumento considerável na multa aplicada a quem participar de uma manifestação proibida, de 38 euros para 135 euros.</p><p>As seguradoras avaliaram os prejuízos de quatro meses de protestos, sem contar os deste sábado, em 170 milhões de euros.</p><p>De acordo com um membro do círculo de Macron, o chefe de Estado está “determinado” a parar com esses atos de violência e acredita que “não há diálogo possível com esse núcleo duro de extremistas”.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense