Holanda abre investigação sobre possíveis adoções ilegais de crianças brasileiras

<p>As autoridades holandesas anunciaram nesta quinta-feira (6) a abertura de uma investigação sobre o possível envolvimento de algumas autoridades em adoções ilegais, em particular de crianças brasileiras – um caso que remontaria a décadas.</p><p>O ministro holandês da Defesa Jurídica, Sander Dekker, anunciou a investigação interna em uma carta enviada à Câmara dos Deputados.</p><p>A comissão independente investigará um período de 1967 a 1998.</p><p>O comitê se concentrará em particular nos casos de adoção de brasileiros para, então, examinar os casos de outros países, onde houver “sinais de possíveis abusos no passado”, como Colômbia, Indonésia, Sri Lanka e Bangladesh.</p><p>A investigação foi aberta após uma solicitação de informações sobre um caso específico do Brasil, que acionou o alarme.</p><p>”Essas informações contêm indicações sobre o possível envolvimento ativo de uma, ou de várias pessoas associadas ao governo holandês em casos de adoções ilegais provenientes do Brasil nos anos 1970 e 1980″, escreveu Dekker.</p><p>”Estamos levando essa informação muito a sério. Esses indícios não devem ser ignorados”, disse o ministro.</p><p>Casais holandeses teriam viajado para o Brasil com a intenção de adotar um bebê, mas depois fingiram que a criança já era deles antes de voltar para a Holanda, explicou o governo em um comunicado.</p><p>As crianças foram então registradas no país.</p><p>A polícia holandesa já investigou tais adoções no início dos anos 1980 e constatou “atos criminosos” em 42 casos. Nenhum processo judicial foi aberto, e as investigações foram encerradas sem acusação, segundo o governo, que não forneceu mais detalhes.</p><p>A investigação interna também tentará determinar se, naquele momento, havia a disposição de divulgar o envolvimento de autoridades holandesas durante as investigações policiais.</p><p>O comitê, que começará a trabalhar em 2019, precisará de pelo menos um ano para realizar sua investigação, disseram autoridades.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense