Israel bombardeia posições do Hamas em Gaza; Liga Árabe se reúne

<p>O Exército israelense voltou a bombardear posições do Hamas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (17), dia que marca o início do Ramadã (mês de jejum muçulmano), quando os dois lados parecem voltar a se enfrentar após a violência registrada na última segunda-feira.</p><p>Aviões israelenses bombardearam sete alvos na Faixa de Gaza, anunciou o Exército, que alegou responder a disparos contra soldados posicionados ao longo da fronteira com o território, mas também a ataques com metralhadoras que, excepcionalmente, atingiram na quarta-feira a pequena cidade israelense de Sderot.</p><p>Uma calma relativa retornou à Faixa de Gaza depois das mortes de quase 60 palestinos na segunda-feira, durante manifestações e confrontos que coincidiram com a inauguração em Jerusalém da nova embaixada americana em Israel, uma das promessas de campanha mais polêmicas do presidente Donald Trump.</p><p>Mas os tiros esporádicos e a resposta israelense mostram que a situação continua tensa na região.</p><p>Os ingredientes estão preparados para um novo confronto entre Israel e o movimento islamita palestino Hamas, que mantêm desde 2014 um frágil cessar-fogo.</p><p>Israel tenta ignorar as críticas internacionais.</p><p>Os ministros árabes das Relações Exteriores se reúnem nesta quinta-feira à tarde no Cairo e devem adotar posições sobre “a agressão israelense” contra os palestinos e a transferência “ilegal” da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, de acordo com a Liga Árabe (LA), que pediu uma investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI).</p><p>A Turquia receberá na sexta-feira uma reunião em Istambul da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), integrada por 57 países, com a intenção de enviar “uma mensagem muito forte ao mundo”.</p><p>O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que lidera os protestos contra Israel, convocou uma manifestação na sexta-feira em Istambul com o lema “Fim da opressão”, em solidariedade aos palestinos.</p><p>Em meio a expulsões de diplomatas e trocas de ofensas, Turquia e Israel enfrentam uma nova crise, que complica uma relação já naturalmente difícil.</p><p>- “Ato de guerra” -</p><p>Israel é desde segunda-feira alvo de uma onda de críticas, condenações e pedidos de investigação independente sobre os acontecimentos na Faixa de Gaza. Mas o país recebeu o apoio inflexível dos Estados Unidos, que vetou uma declaração do Conselho de Segurança da ONU para pedir uma investigação.</p><p>Israel repete que os grandes protestos, iniciados pelos moradores de Gaza há mais de seis semanas e que terminou com o banho de sangue de segunda-feira, foram organizados pelo Hamas, movimento contra o qual travou três guerras desde 2008.</p><p>O Hamas declarou apoiar a mobilização, mas destacou que o movimento nasceu da sociedade civil e era pacífico.</p><p>Para os israelenses, o Hamas utilizou os protestos como uma cobertura para tentar atacar Israel, estimulando os manifestantes, incluindo mulheres e crianças, a arriscarem suas vidas ao longo da fronteira.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense