Lava Jato: Polícia faz buscas na casa de Lula da Silva e leva ex-presidente a depor

Lava Jato: Polícia faz buscas na casa de Lula da Silva e leva ex-presidente a depor
A Polícia Federal do Brasil está a realizar buscas na casa de Lula da Silva, ex-presidente brasileiro, em São Paulo. De acordo com o Folha de São Paulo, o ex-presidente foi levado de sua casa e vai ter depor em tribunal.

Lava Jato: Polícia faz buscas na casa de Lula da Silva e leva ex-presidente a depor em tribunal

A Polícia Federal do Brasil está a realizar buscas na casa de Lula da Silva (na foto), ex-presidente brasileiro, em São Paulo. De acordo com o Folha de São Paulo, o ex-presidente foi levado de sua casa e vai ter de depor em tribunal.

A operação que está a ser desenvolvida esta sexta-feira, escreve a publicação, no prédio onde vive Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, e o filho Fábio Luíz Lula da Silva, conhecido por Lulinha enquadra-se na Operação Lava Jato – a maior investigação de corrupção no Brasil. De acordo com a mesma fonte, esta operação visa apurar se o ex-presidente foi beneficiado por empresas da área da construção civil e por José Carlos Bumlai.

Lula da Silva foi levado da sua casa, em São Paulo, e vai ser obrigado a prestar declarações em tribunal. O ex-governante é alvo de um mandato de busca e apreensão e de condução coercitiva. O jornal brasileiro explica que quando alguém é investigado sobre estas questões é obrigado a depor.

Ainda assim, Lula não vai ser presente a um tribunal de São Paulo, mas sim de Curitiba, onde começou toda a investigação Lava Jato e para onde estão a ser direccionados todos os envolvidos neste caso. Os advogados do ex-presidente tinham apresentado um pedido de “habeas corpos” para evitar que fosse obrigado a depor. No entanto, esta medida é apenas válida em São Paulo.

O jornal brasileiro Estado de São Paulo explica, por sua vez, que a operação em casa de Lula da Silva e na casa e nos escritórios do filho, tem por base “investigações sobre a compra e reforma de um sítio Atibaia” localizado no município de São Paulo e frequentado pelo antigo presidente.

Este jornal adianta ainda que além do mandato de condução coercitiva contra Lula da Silva há também um contra Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

A edição online do jornal Globo adianta que no âmbito desta operação, que se chama “Aletheia”, foram emitidos ao todo 44 mandatos: 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, que obriga as pessoas que estão a ser investigadas a prestar depoimento. Estes mandatos estão a ser executados no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Nesta operação, estão envolvidos 200 elementos da Policia Federal e 30 auditores da entidade tributária brasileira.

Autoridades com “evidências” que Lula recebeu dinheiro

Os responsáveis do Ministério Público Federal, que levaram o antigo presidente brasileiro para prestar depoimento dizem ter, segundo o jornal Estado de São Paulo,”evidências” que Lula da Silva “recebeu valores desviados da Petrobrás”. Além de, alegadamente, ter recebido dinheiro, “também são apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras”, assinala a força-tarefa montada pelo Ministério Público Federal, citada pelo Estado de São Paulo.

Em causa estarão cerca de 4,5 milhões de reais (mais de um milhão de euros)

Como tudo começou

Num artigo publicado a 9 de Agosto do ano passado, o Negócios explicava que aoperação Lava Jato começou a 17 de Março de 2014 num posto de gasolina em Brasília, onde ficava uma casa de câmbio que negociava dólares de forma clandestina. Curiosamente, esse posto não tem um lava jacto (para lavagem de carros). O nome surgiu porque o dono daquele posto de gasolina também possui uma rede de estações de lavagem de automóveis.

No decorrer das investigações, foram descobertas ligações a empresas e políticos, além de um suposto esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Este esquema passava por grandes empresas que combinavam o preço das licitações para as empreitadas, cobrando valores em excesso. Parte do dinheiro excedente era encaminhado para executivos e operadores do esquema, que repassariam o suborno para os destinatários finais.