"Logan Lucky – Roubo em Família" é o grande retorno de Steven Soderbergh


<p> </p> Foto: Divulgação / ARP Sélection <p>Uma ótica bastante pessoal de Soderbergh é a vulgarização do capitalismo. O caos aventureiro de obras como Magic Mike , Onze Homens e Um Segredo e, em menor grau, Confissões de uma Garota de Programa – o menos desordenado. Quando um dos irmãos Bang aponta para o fato de que eles estão ferindo a América com seu “grande roubo”, ele não está sendo tão cínico quando podemos supor. É um retrato fiel sobre o que é, de certa forma, o trabalho de Steven Soderbergh.</p><p>Assim, Jimmy Logan usando uma cueca com a bandeira americana enquanto recebe uma ligação sobre seu próximo roubo é tão interessante quanto todos emocionados ouvindo o hino e saudando a bandeira enquanto o personagem de Daniel Craig pontua com: “vamos explodir essa porra”.</p><p>Na linguagem coloquial dos personagens de Soderbergh, a América não passa de um se aproveitando do outro, das fatias que o ouro é dividido e como o conglomerado sempre sai ganhando. Não há perdedores, na visão do cineasta, a não ser o contribuinte. A saída mais fácil para a crise econômica já havia sido trabalhada no excelente A Qualquer Custa , uma espécie de faroeste urbano com seu próprio código de honra.</p><p> Logan Lucky – Roubo em Família trilha um caminho mais tradicional, em seu redneck way of life. Ao contrário do social-comercial de A Grande Aposta , outra obra eloquente sobre as vítimas e sequelas da crise econômica, o filme de Soderbergh está interessado no trabalhador braçal e qual sua fatia na grande divisão do dinheiro na América.</p><p>Tratando todos seus personagens como idiotas sortudos, a ironia de Soderbergh não passa apenas pela família americana, como também entra nos sistemas presidiários, judiciários e grandes empresas. Todos mantém o ciclo vicioso que deixará meia dúzia de estúpidos felizes enquanto outros tantos continuam passando fome. Ainda que com dinheiro o suficiente para se manter para o resto da vida, eles frequentarão os mesmos pubs, beberão as mesmas coisas, conversarão com as mesmas coisas. Está tudo representado ali, nos balcões sujos da América.</p><p><strong>Assista ao trailer</strong></p><p class=”embed-content”> </p><p><strong>Leia mais:</strong></p><p> <strong>As ficções científicas de nossos tempos: o otimismo e o pessimismo</strong> </p><p> <strong>Divulgado o trailer final do filme “Liga da Justiça”</strong> </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense

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