Nasa revela calendário da missão lunar Ártemis

<p>A Nasa divulgou nesta quinta-feira (23) o calendário do programa “Ártemis”, que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini-estação na órbita lunar até 2024.</p><p>As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.</p><p>O administrador Jim Bridenstine confirmou que a Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020.</p><p>Depois virá a Ártemis 2, que irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.</p><p>As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento, mas sofreu vários atrasos e tem sido criticado em alguns setores como um programa de empregos insuflado.</p><p>Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.</p><p>Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini-estação lunar “Gateway”, que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua.</p><p>Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.</p><p>A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional. Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua.</p><p>Eles então descerão para a superfície em um módulo.</p><p>Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra.</p><p>Bridenstine disse nesta quinta-feira que a Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares.</p><p>Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso. Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos.</p><p>”Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço”, disse Bridenstine sobre o módulo. “O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali”.</p><p>Ele acrescentou: “Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua”.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense