Polícia prende autor de tiroteio que deixou quatro mortos no Canadá

<p>A Polícia canadense prendeu o suspeito de um tiroteio registrado nesta sexta-feira (10) e que deixou quatro mortos na localidade de Fredericton, no leste do Canadá – informou a Polícia.</p><p>Entre os quatro mortos, dois são policiais.</p><p>O bairro de Brookside, no centro de uma cidade com 60.000 habitantes situada em Nouveau-Brunswick (leste), esteve isolado por várias horas após o tiroteio, ocorrido às 07h locais (mesma hora em Brasília). Ao meio-dia o perímetro de segurança foi levantado.</p><p>Desconheciam-se as motivações do ataque.</p><p>”O tiroteio deixou ao menos quatro mortos. Neste momento, podemos confirmar que temos um suspeito detido e que não há mais ameaça para o público”, indicou a Polícia.</p><p>O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reagiu de imediato à notícia.</p><p>”Meus sentimentos estão com todos os que foram afetados pelo tiroteio esta manhã. Acompanharemos a situação de perto”, tuitou o premiê.</p><p>De acordo com o canal de televisão pública CBC, uma testemunha disse ter visto um homem armado com um fuzil abrir fogo de uma janela contra o pátio de um edifício. A Polícia ainda não confirmou esta informação.</p><p>- “Como em um filme” -</p><p>”Escutei o que pensei serem crianças brincando com fogos de artifício. Dois disparos, três disparos, depois quatro… Era surrealista, como em um filme”, contou à Rádio Canadá Pierre Huard, morador dos arredores.</p><p>Cerca de 20 crianças com idades entre 2 e 7 anos ficaram confinadas em sua escola, e várias lojas foram fechadas, afirmou Rachel Le Blanc, outra testemunha, diretora de uma creche.</p><p>”Não têm ideia do que está acontecendo, o que é muito bom”, disse. “Muitos pais ligaram, estão muito assustados, se tranquilizaram”, acrescentou.</p><p>A província de Nouveau-Brunswick, no leste do país, já havia vivenciado um tiroteio mortal em junho de 2014.</p><p>Três elementos da Real Polícia Montada do Canadá foram mortos na rua, em Moncton, a principal cidade de Nouveau-Brunswick, por um homem que abriu fogo contra eles.</p><p>O assassino foi condenado a 75 anos de prisão, a sentença mais dura já imposta a uma pessoa na história recente do Canadá.</p><p>Na noite de 22 de julho, um homem abriu fogo em uma rua de Toronto e causou a morte de uma jovem de 18 anos e de uma menina de 10, ferindo outras 13 pessoas.</p><p>O tiroteio foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), mas a Polícia afirmou que não tinha provas que apoiassem essa reivindicação.</p><p>Esta série de ataques a tiros poderia reativar o debate sobre o controle de armas de fogo no Canadá. Em março, o governo Trudeau endureceu as condições para se conseguir armas de fogo, argumentando um aumento dos crimes violentos, mas sem se atrever a criar um sistema de registro nacional de armas obrigatório.</p><p>Consultado pelos meios de comunicação, o ministro federal de Segurança Pública, Ralph Goodale, reconheceu que “a violência com armas de fogo aumentou há cinco anos”.</p><p>É preciso fortalecer a legislação para “abandonar especificamente este objetivo, melhorando nossa lei de armas e desbloqueando novos investimentos para ajudar as províncias e municípios a lidar com isso”, acrescentou.</p><p>”Em nome de todos os habitantes de Nouveau-Brunswick, ofereço minhas condolências e minhas orações pelas vítimas e seus familiares”, afirmou, por sua vez, o primeiro-ministro da província, Brian Gallant, também pelo Twitter.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense