Policiais afegãos são mortos por engano em ataque dos EUA

<p>Um bombardeio aéreo americano matou por engano ao menos oito policiais afegãos que combatiam os talibãs no sul do Afeganistão na noite de quinta-feira, segundo informações oficiais divulgadas nesta sexta (17).</p><p>Durante intensos combates com os talibãs em Lashkar Gah, na província de Helmand, “nossos parceiros afegãos […] pediram apoio aéreo de precisão”, informou o porta-voz do exército dos Estados Unidos no Afeganistão, o coronel David Butler.</p><p>O militar explicou que uma “unidade de coordenação afegã” havia “indicado e confirmado que as áreas estavam livres de forças amigas”, mas que “infelizmente não estavam e ocorreu um trágico acidente”.</p><p>”Forças de segurança afegãs e combatentes talibãs morreram durante estes bombardeios”, acrescentou.</p><p>”Lamentamos estas trágicas perdas de vidas de nossos parceiros” e “examinamos o mal entendido para garantir que não se repita”, declarou o coronel Butler.</p><p>O número de mortos varia, segundo as fontes, entre 8 e 18 policiais mortos e uma dezena de feridos.</p><p>O porta-voz do governador da província de Helmand, Omar Zwak, confirmou à AFP o bombardeio aéreo e disse que oito policiais morreram e 12 estão feridos.</p><p>Nasrat Rahimi, porta-voz do ministério do Interior, informou à imprensa que esse número seria de oito policiais mortos e 11 ferido.</p><p>Já Ataullah Afghan, chefe do conselho provincial de Helmand, informou que seriam 18 policiais mortos e 14 feridos.</p><p>Apenas as forças aéreas afegã e americana realizam operações por ar em apoio às tropas em terra. Os ataques contra talibãs e membros do Estado Islâmico se intensificaram nos últimos meses.</p><p>Segundo o comando da Força Aérea americana, os Estados Unidos lançaram 7.362 bombas no Afeganistão em 2018, o número mais alta desde 2010.</p><p>Em 2017, 16 policiais afegãos morreram por erro de um bombardeio americano em Helmand.</p><p>O número de civis mortos nestes ataques também aumentou neste ano, segundo a ONU.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense