PT diz que declarações de Galloro representam abuso de autoridade

PT diz que declarações de Galloro representam abuso de autoridade
<p>O <strong>Partido dos Trabalhadores</strong> (PT) reagiu à entrevista com o <strong>diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro</strong> , publicada no jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (12). Em nota, a legenda criticou o que qualifica como “abuso de autoridade” e “violência jurídica”, e afirmou que as declarações de Galloro são um retrato do sistema atual, que teria como objetivo evitar um novo mandato do <strong>ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva</strong> , condenado e preso pela <strong>Operação Lava-Jato</strong> .</p><p>Na entrevista, a primeira desde que assumiu o cargo, há cinco meses, o diretor da corporação relata detalhes das <strong>negociações para prender o ex-presidente</strong> e cita que 30 policiais estavam prontos para invadir o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC caso Lula não se entregasse. Detalha também os bastidores da ordem do <strong>desembargador Rogério Favreto para soltar Lula</strong> e a contraordem do <strong>juiz Sérgio Moro</strong> em 8 de julho.</p><p>”É um verdadeiro retrato do sistema podre a que estamos submetidos”, diz a nota. “A ilegalidade da prisão de Lula e da revogação do habeas corpus concedido a ele naquele domingo (8 de julho) já haviam sido denunciadas pela comunidade jurídica. Mas é ainda mais escandalosa a desfaçatez de agentes do Judiciário e da Polícia Federal, ao expor em público sua conduta ilegal e as razões políticas que os moveram”, afirma o documento.</p><p>O partido pede que a sociedade e as forças democráticas exijam do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), do Ministério da Justiça e do <strong>Senado</strong> pronunciamentos sobre o assunto. O documento diz ainda que a sigla não vai aceitar “passivamente a perseguição política e injusta” ao ex-presidente Lula.</p><p><strong>Leia mais</strong></p><p> <strong>Lula retira pedido de liberdade no STF para impedir discussão sobre inelegibilidade</strong> </p><p> <strong>Após deflagrar “plano B”, campanha do PT começa a organizar mobilização</strong> </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense