Semana da Astronomia lembra pioneirismo de Pernambuco nos estudos astronômicos e convida a observar o céu

<p><span style="font-size: 14px;"><img src="https://www.pe.gov.br/_resources/files/_modules/files/files_19824_20190911110604b800.jpeg" alt="astronomia" width="500" height="333" /></span></p>
<p><span style="font-size: 14px;">Na pr&oacute;xima semana, 16 a 21 de setembro, o c&eacute;u &eacute; o protagonista. No Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia, no Observat&oacute;rio da S&eacute; e com a&ccedil;&otilde;es itinerantes no Sert&atilde;o e na capital, a Semana da Astronomia promete refor&ccedil;ar o pioneirismo do estado nos estudos astron&ocirc;micos. A cada dia, um astro fica em evid&ecirc;ncia. Oficinas, lan&ccedil;amento de foguetes, palestras e observa&ccedil;&atilde;o dos astros est&atilde;o na programa&ccedil;&atilde;o, que tamb&eacute;m inclui uma solenidade na Assembleia Legislativa e a&ccedil;&otilde;es nos munic&iacute;pios de Floresta e Itacuruba.</span></p>
<p>Nos &uacute;ltimos dois anos, duas Leis foram aprovadas para consolidar a realiza&ccedil;&atilde;o da Semana Estadual de Astronomia e Semana Municipal de Astronomia do Recife. O per&iacute;odo escolhido para realiza&ccedil;&atilde;o dos eventos coincide com a data de anivers&aacute;rio do cientista George Marcgrave. Ele foi o respons&aacute;vel pela constru&ccedil;&atilde;o do Observat&oacute;rio Astron&ocirc;mico no Recife, o primeiro das Am&eacute;ricas e de todo Hemisf&eacute;rio Sul. A import&acirc;ncia deste Observat&oacute;rio &eacute; tanta que, em 1640, foi poss&iacute;vel observar e descrever cientificamente, pela primeira vez, um eclipse do Sol em terras recifenses. Por conta disso, o Recife &eacute; conhecido como &ldquo;Ber&ccedil;o da Astronomia das Am&eacute;ricas&rdquo;.</p>
<p>O pioneirismo de Pernambuco nos estudos astron&ocirc;micos n&atilde;o ficou restrito ao s&eacute;culo XVII. No s&eacute;culo XX, por exemplo, ganhou refor&ccedil;o na figura do holand&ecirc;s conhecido como Padre Polman que, nos anos 50, criou o Clube Estudantil de Astronomia (CEA) e ajudou a formar uma gera&ccedil;&atilde;o de entusiastas pela Astronomia. Atualmente, Pernambuco abriga, no munic&iacute;pio de Itacuruba, o OASI (Observat&oacute;rio Astron&ocirc;mico do Sert&atilde;o de Itaparica), onde est&aacute; o segundo maior telesc&oacute;pio em solo brasileiro e onde se realiza projeto de monitoramento de asteroides reconhecido mundialmente.</p>
<p>&ldquo;Queremos que a popula&ccedil;&atilde;o se sinta parte dessa hist&oacute;ria. As a&ccedil;&otilde;es de populariza&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia que ser&atilde;o desenvolvidas na Semana da Astronomia buscam disseminar o interesse e refor&ccedil;ar esta tradi&ccedil;&atilde;o do Estado&rdquo;, afirma o astrof&iacute;sico Antonio Carlos Miranda, professor da UFRPE e coordenador do projeto Desvendando o C&eacute;u Austral.</p>
<p>PROGRAMA&Ccedil;&Atilde;O &ndash; A cada dia, um astro foi escolhido para ser o foco da programa&ccedil;&atilde;o, seguindo o mote da &ldquo;Astronomia todo dia&rdquo;. Segunda &eacute; dia da Lua; ter&ccedil;a, de Marte; quarta, de Merc&uacute;rio; quinta, de J&uacute;piter; sexta, de V&ecirc;nus; s&aacute;bado, de Saturno; e domingo, do Sol. &ldquo;Em v&aacute;rias l&iacute;nguas, a origem etimol&oacute;gica dos dias da semana fazem refer&ecirc;ncia a astros ou a deuses associados a elementos c&oacute;smicos&rdquo;, afirma Arthur Lima, da Coordena&ccedil;&atilde;o de F&iacute;sica e Astronomia do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia.</p>
<p>O Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia, Museu Interativo de Ci&ecirc;ncia do Estado de Pernambuco, funciona de segunda a sexta, de 8 &agrave;s 12h e de 13h &agrave;s 17h; e nos s&aacute;bados e domingos, de 13:30h &agrave;s 17h. Al&eacute;m das sess&otilde;es no Planet&aacute;rio, haver&aacute; observa&ccedil;&atilde;o do sol e da lua, e oficinas como constru&ccedil;&atilde;o e lan&ccedil;amento de foguetes; confec&ccedil;&atilde;o de rel&oacute;gio solar e Observat&oacute;rio Ind&iacute;gena; e outras sobre astrobiologia, fases da lua e sistema solar.</p>
<p>No Alto da S&eacute;, as atividades ocorrem de segunda a domingo, de 16h &agrave;s 20h. O foco &eacute; a acessibilidade: haver&aacute; atividades dirigidas especialmente para pessoas com defici&ecirc;ncia visual e auditiva. &Eacute; o caso da oficina sobre a hist&oacute;ria do Astronomia pernambucana, com uso de Libras; e confec&ccedil;&atilde;o das constela&ccedil;&otilde;es com uso de texturas e baixo relevo. Observa&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u, apresenta&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos, atividades l&uacute;dicas e oficinas completam a programa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Na Universidade Rural, haver&aacute; atividades na ter&ccedil;a e quarta. No audit&oacute;rio do CEGEN, haver&aacute; palestra sobre a Hist&oacute;ria do Observat&oacute;rio Nacional, com as pesquisadoras do OASI Daniela Lazzaro e Teresinha Rodrigues. No campo de futebol, ter&aacute; lan&ccedil;amento de foguetes e observa&ccedil;&atilde;o do sol e noturna. A programa&ccedil;&atilde;o itinerante inclui solenidade especial na Assembleia Legislativa, na quarta pela manh&atilde;; visita ao OASI de Itacuruba; palestra no IF Sert&atilde;o/Floresta e visita do Ci&ecirc;ncia M&oacute;vel ao Instituto Concei&ccedil;&atilde;o Moura, em Belo Jardim. No domingo, &uacute;ltimo dia de evento, haver&aacute; lan&ccedil;amento de foguetes e observa&ccedil;&atilde;o solar e noturna na Torre Malakoff.</p>
Fonte: ASCOM Governo Pernambuco