XVI Simpósio de Psiquiatria na Interface Cérebro e Mente: depressão ao longo da vida

O transtorno depressivo maior é grave, crônico e comum que apresenta consequências na qualidade de vida das pessoas e é o transtorno mental mais prevalente. Nos últimos anos aumentou o número de pessoas que receberam diagnóstico do transtorno, segundo a Organiza-ção Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, afetando desde crianças até idosos. No Brasil, a depressão atinge cerca de 11,5 milhões de pessoas e esse número está crescendo a cada ano.
Sabendo da influência que o transtorno tem na sociedade, e como é importante a construção do conhecimento através de dados epidemiológicos e neurológicos, para proporcionar o aperfeiçoamento profissional e a troca de experiências multiprofissionais, o Laboratório de Psiquiatria Translacional da UNESC realiza o XVI Simpósio de Psiquiatria na Interface Cérebro e Mente, que abordará como tema “Depressão ao longo da vida”.
O simpósio é uma referência na região, discutindo com excelência e qualidade científica os principais assuntos e pesquisas de interesse na área. Nesta edição, contará com a participação de profissionais renomados da área da saúde mental, que trarão informações que envolvem a depressão em todas as fases da vida.
O evento é aberto à participação da comunidade, professores, acadêmicos e profissionais da área da saúde.  O simpósio ocorrerá dias 21 e 22 de setembro de 2018 no Auditório Ruy Hülse na Unesc, em Criciúma, tendo como uma das atrações uma exposição do fotógrafo Arlan Rodrigues com o tema “Inside – Retratando a depressão por dentro” produzida a partir de relatos de pessoas que buscaram ajuda para superar a doença e objetivando despertar a empatia através da fotografia, retratando os sentimentos diversos de pessoas que sofrem com a depressão.
O tema da abertura do evento será “Epidemiologia do transtorno depressivo maior – o transtorno e seus números”. Ainda no primeiro dia o Simpósio vai trazer temas como o “Impacto do transtorno depressivo maior na sociedade, abordando a Neurobiologia do transtorno depressivo maior – aspectos translacionais”, o “Transtorno depressivo maior na gestação e no pós-parto – Impacto do trauma”, o “Transtorno depressivo maior na infância – Criança deprimida não brinca” e o “Transtorno depressivo maior no adulto”. Outro tema que terá destaque é “O homem e a andropausa, a mulher e o climatério. Realmente somos diferentes?”.
Ainda no primeiro dia do evento, será realizada Palestra Magna, “Depressão ao longo da vida – Novas perspectivas para uma velha conhecida”, com a professora doutora da USP Alexandrina Maria Augusta Da Silva Meleiro.
O simpósio terá também mais oito palestras no sábado, dia 22 de setembro, em que os temas debatidos incluem “Depressão, intestino e nutrição: existe uma relação?”, o “Transtorno depressivo maior no idoso – o que muda com o envelhecimento dos telômeros”, o “Transtorno depressivo maior e redes sociais – o transtorno por trás dos sorrisos”, o “Transtorno depressivo na adolescência – Grandes mudanças, grandes tristezas”, a “Depressão e comorbidades – Interconsulta Psiquiátrica”, a “A heterogeneidade do transtorno depressivo maior e possíveis associações com marcadores biológicos”, o “Tratamento da depressão resistente – novos horizontes” e como último tema uma aula sobre o “Tratamento do transtorno depressivo maior – técnicas psicoterápicas”.

Fonte: ClicTribuna